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BRASIL, Sudeste, SAO PAULO, Mulher, de 26 a 35 anos



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Meu Caderno Multi-ideias


 

 

Organização pessoal

Minha terapia é fazer faxina. Quando limpo os cômodos, aproveito para tirar o pó da mente. Sempre com uma boa música de fundo, como dizem, “viajo”. Navego em minhas memórias.

 Organizo um pensamento aqui, outro ali. Separo os bons, jogo fora os ruins.  

Ajeito um plano de curto prazo, deixo à mão. E guardo outros mais demorados na parte alta.

Na prateleira do meio, ficam os de médio prazo. Esses precisam estar à vista, pois em breve, vou realizá-los.

Penso como seria bom mudar de lugar, uma lembrança boa. Deixaria, por exemplo, a presença constante dos meus pais e amigos queridos bem na sala. Assim, não sentiria saudades.

Não gosto muito, mas tiro sentimentos ruins  escondidos debaixo do tapete e limpo o coração. Depois, tudo fica melhor.

Com a 'casa' arrumada, é hora de descansar.

 



Escrito por Luciana Lima Dittz às 16h55
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O lado macho repugnante

É tão estranho. Por que será que os homens se cumprimentam aos berros ou falam palavrões? Seria uma forma de demonstrar afeto ao amigo e ao mesmo tempo de reafirmar seu lado "macho"?

Não sei. Mas acho que nessa tentativa de espalhar aos quatro ventos "sou homem e gosto é de mulher", ou seja, de manter intacta a opção sexual, a essência é esquecida. É tão bom ouvir de um amigo uma palavra carinhosa. E não existe gênero para isso. É possível tanto homens quanto mulheres cumprimentarem seus amigos de maneira respeitosa. Essa história de falar "Ah, isso é coisa de adolescente", ou "é natural" não cola.  

Cumprimentos são apenas a ponta do iceberg. Na relação em geral, entre homens, é comum ver amigos humilhando os outros, fazendo piadinhas sem graça, dando as chamadas "tiradas" e outras bobeiras do gênero. É tão irritante! E não são apenas adolescentes que fazem isso. Essa falta de educação generalizada está na roda de amigos de muitos marmanjos e "senhores de respeito".

Dizem que esse é o preço da intimidade. Os amigos se conhecem há anos e são tão próximos, que não veem mal nenhum em disparar um palavrão aqui e outro ali quando se cumprimentam ou "tirar o outro" em meio a uma conversa 'animada'. Mas isso é balela. Namorados são íntimos, marido e mulher; pais e filhos também, e nem por isso se tratam aos palavrões ou com humilhações. Ou seria carinhoso chamar o pai , marido ou a namorada de um nome de baixao calão? É claro que não. 

Então, amigos, mais respeito



Escrito por Luciana Lima Dittz às 15h44
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Efeito dominó

 

O temido aconteceu. A crise econômica que tomou conta dos Estados Unidos e contaminou outros países anda fazendo estragos por aqui. A economia brasileira está encolhendo: demissões em multinacionais, redução da jornada de trabalho em montadoras de automóveis, queda no índice de produção industrial, baixa confiança dos investidores, escassez de crédito para empresas exportadoras, queda na demanda de matérias-primas no exterior (commodities), aumento do desemprego, queda na arrecadação.... É extensa a lista de preocupações para o governo Lula, principalmente, porque as eleições estão a caminho e desde que afetou o Brasil, a crise só fez despencar a taxa de aprovação do “ilustre companheiro”.

 

O discurso do presidente, de que está tudo sob controle, não está convencendo. Pois é, subestimar a crise não foi uma boa saída. Tanto que Lula anda até “rezando” para que Barack Obama tenha inteligência e solucione rapidamente a crise financeira. [Falando nisso, será que o plano de Obama em oferecer até US$ 1 trilhão para que bancos, instituições financeiras e investidores comprem títulos hipotecários podres vai funcionar?]

O pior é saber que o processo recessivo no cenário econômico mundial puxado pela crise de crédito nos EUA está mexendo diretamente com o nosso bolso. Basta ir ao supermercado e ver os preços dos alimentos. Em São Paulo, por exemplo, o índice de inflação subiu tanto que pesou no cálculo do IPC-S geral (Índice de Preços ao Consumidor). Tudo isso significa prejuízo. E não falo de megaempresários, investidores ou figurões, mas para nós, simples mortais.

Diante desse tsunami econômico, o que esperar? O imprevisível. Não importa saber as causas da crise atual, discutidas à exaustão. Mas procurar a solução. Esta é a questão. Por isso, só o tempo dirá se as lideranças mundiais estão tomando decisões certas.

Tomara que Lula e companhia não façam besteira...



Escrito por Luciana Lima Dittz às 23h04
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